O investidor de bom senso - Guido Percu's Notes
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O investidor de bom senso

📅 May 21, 2026 📁 books 🌱

O investidor de bom senso

Kindle Highlights

fundos de doação.

Retorno anual futuro dos investimentos: 6%?

desenvolver carteiras que consistem em classes de ativos 10-15,

Então por que não cogitar em um fundo de índice de baixo custo,

“Os maiores inimigos do investidor em ações são as despesas e emoções.”

O mercado de ações é uma grande distração para o negócio dos investimentos.

portanto, precisa, em média, reduzir o montante das despesas e dos custos de transações de seus índices.

“Incrível como é difícil para um homem entender algo se ele receber uma pequena fortuna para não entender.”

“Com o tempo, os ganhos agregados dos acionistas da Berkshire precisam necessariamente corresponder aos ganhos da empresa.”

Suas chances de conquistar uma parcela justa dos retornos do mercado aumentam substancialmente se você fizer o mínimo necessário de transações.

“É perigoso […] aplicar ao futuro argumentos indutivos com base na experiência passada, a não ser que se consigam distinguir as razões amplas pelas quais a experiência do passado foi como foi.”

Um investimento em conhecimento sempre rende os melhores juros. O aprendizado é para o estudioso, e as riquezas são para o cauteloso. Se um homem esvazia sua carteira investindo em sua cabeça, nenhum homem consegue tirar aquilo dele.

Hoje a parte do leão dos ativos dos TIFs é aquela que acompanha o mercado de ações americano amplo (o S&P 500 ou o índice total do mercado de ações), o mercado de ações internacional amplo e o mercado de títulos de dívida americano amplo.

Em termos simples, graças ao crescimento, à produtividade, à engenhosidade e à inovação das empresas, o capitalismo cria riqueza, um jogo de soma positiva para seus proprietários. Investir em ações no longo prazo tem sido um jogo de vencedor.

Ainda nos restam dois vencedores sólidos no longo prazo que superaram o S&P 500 em mais de 2 pontos percentuais anuais desde 1970. Permita que eu os cumprimente: Fidelity Magellan (+2,6% ao ano em relação ao S&P 500) e Fidelity Contrafund (+2,1%).

Novas ideias que vão contra o pensamento convencional da época são sempre recebidas com dúvida e desdém, até medo. Há 240 anos, o mesmo desafio foi enfrentado por Thomas Paine, cujo tratado de 1776, Senso comum, ajudou a desencadear a Revolução Americana.

William Bernstein, que escreveu estas palavras em seu livro The Four Pillars of Investment: “Você vai querer assegurar que seu consultor está escolhendo seus investimentos puramente pelo mérito dos investimentos, e não com base em como os veículos o recompensam.

O fato simples é que tentar selecionar um fundo mútuo que superará o mercado de ações no longo prazo é, usando as palavras de Cervantes, como “procurar uma agulha em um palheiro”. Assim, ofereço o corolário admoestatório: “Não procure a agulha no palheiro. Simplesmente compre o palheiro!”

Você não precisa participar da cara insensatez do sistema. Se optar pelo jogo de vencedor de possuir ações de empresas e evitar o jogo de perdedor de tentar superar o mercado, pode começar a tarefa simplesmente usando seu bom senso, entendendo o sistema e eliminando substancialmente todos os seus custos excessivos.

  • O investidor em fundo indexado estaria sujeito a impostos sobre quaisquer ganhos obtidos ao liquidar as ações. Mas, para um investidor dos Estados Unidos que lega as ações aos herdeiros, o custo seria “aumentado” para seu valor de mercado na data da morte e nenhum ganho de capital seria reconhecido ou taxado. (N. do A.)

Desde 1929, por exemplo, o produto interno bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual nominal de 6,2%; os lucros anuais antes de descontar os impostos das corporações cresceram a uma taxa de 6,3%. A correlação entre o crescimento do PIB e o crescimento dos lucros corporativos é de 0,98 (1,0 é uma correlação perfeita).

QUAIS LIÇÕES APRENDEMOS nos capítulos anteriores? Os custos importam (Capítulos 5, 6 e 7). Selecionar fundos de ações com base no seu desempenho passado de longo prazo não funciona (Capítulo 10). Os retornos dos fundos regridem à média (Capítulo 11). Contar mesmo com a mais bem-intencionada consultoria funciona apenas esporadicamente (Capítulo 12).

no longo prazo, os retornos das ações dependem quase inteiramente da realidade dos retornos do investimento obtidos pelas empresas americanas. A percepção dos investidores, refletida nos retornos especulativos, conta pouco. É a economia que controla os retornos de longo prazo sobre o patrimônio líquido. O impacto das emoções, tão dominante no curto prazo, se dissolve.

A estabilidade dos dividendos anuais por ação do S&P 500 é realmente espantosa (Figura 6.2). No intervalo de 90 anos começando em 1926, ocorreram apenas três quedas significativas: (1) um declínio de 55% durante os primeiros anos da Grande Depressão (1929-1933); (2) um declínio de 36% após a Depressão em 1938; e (3) um declínio de 21% durante a crise financeira global de 2008-2009.

Receita Federal brasileira cobra impostos que vão de 15% a 22,5% sobre o lucro obtidos nos investimentos, dependendo do tempo em que as aplicações foram mantidas. A variação das alíquotas do imposto premia o investidor de mais longo prazo, e a troca constante de investimentos e de ações pode fazer com que o imposto de renda acabe com o ganho que você obteve no mercado. (N. do E.) Tragam

Meu argumento é que você não precisa aceitar meu cenário cauteloso. Sinta-se à vontade para discordar. Projete você mesmo a próxima década aplicando o rendimento dos dividendos atual (não há como escapar disso!), suas expectativas racionais para o crescimento dos lucros e sua visão do índice P/L em 2030. Esse total representará sua expectativa razoável dos retornos das ações na próxima década.

Desse modo, em 1994 a Vanguard começou a oferecer quatro fundos “LifeStrategy” (Figura 19.2): Crescimento (80% de ações), Crescimento Moderado (60%), Crescimento Conservador (40%) e Renda (20%). Cada uma dessas alocações de ações agora inclui 60% de ações americanas e 40% de ações não americanas; cada alocação de títulos de dívida inclui 70% de títulos americanos e 30% de títulos não americanos.

Além disso, um investidor realmente conservador ficará satisfeito com os ganhos exibidos por metade de sua carteira em um mercado em alta, enquanto em um forte declínio poderá obter muito consolo (à la Rochefoucauld)* ao refletir sobre quão melhor está do que muitos de seus amigos mais ousados. * Uma aparente referência à máxima “Todos temos força suficiente para suportar os infortúnios dos outros”. (N. do A.)

“Alguns conselhos simples, mas não fáceis, para bons investimentos e planejamento financeiro incluem: diversifique amplamente, […] mantenha baixos os custos, […] reequilibre de forma disciplinada, […] gaste menos, […] poupe mais, […] faça menos suposições heroicas sobre os retornos futuros […] quando algo parecer um almoço grátis, suponha que não seja grátis a não ser que alguns argumentos bem convincentes sejam apresentados – e depois confira de novo.

Carlson usa o que denomina “o Modelo Bogle”, uma carteira de 40% do Fundo Indexado ao Mercado de Ações Total (americano), 20% do Fundo Indexado de Ações Internacionais Total e 40% do Fundo Indexado ao Mercado de Títulos de Dívida Total (americano). A tabela mostra como o modelo Bogle superou sistematicamente o desempenho das dotações universitárias médias em períodos significativos até 30 de junho de 2016. Por toda a década precedente, o modelo superou até os fundos de dotações do decil superior.

Ou ouça o consultor de investimentos William Bernstein: “Embora provavelmente seja má ideia possuir fundos mútuos ativamente geridos em geral, realmente é uma ideia terrível possuí-los em contas tributáveis […] [os impostos são] um obstáculo de até 4 pontos percentuais no desempenho a cada ano […] muitos fundos de índice permitem que seus ganhos de capital cresçam em grande parte intactos até você vender. […] Para o investidor tributável, indexar significa nunca ter de dizer que está arrependido.”

Mark Hulbert, editor do altamente conceituado Hulbert Financial Digest, concorda. “Supondo que o futuro seja igual ao passado, você pode superar 80% de seus colegas investidores nas próximas décadas se investir em um fundo de índice – e não fizer mais nada. […] Adquira a disciplina de fazer algo ainda melhor [do que tentar superar o mercado]: torne-se um investidor de longo prazo em fundos de índice.” Seu artigo no The New York Times teve por título “Comprar e manter? Com certeza, mas não esqueça o ‘manter’”.

Considere as palavras de Warren Buffett em sua carta de 2013 aos acionistas da Berkshire Hathaway ao descrever as instruções em seu testamento para a administração do legado para sua mulher. Em vez de escolher um fundo mútuo ativamente gerido com um histórico superior, ele orientou os legatários a investirem 90% dos ativos do legado em um “fundo indexado ao S&P 500 de baixíssimo custo. (Sugiro o Vanguard.)” É razoável supor que Buffett tenha cogitado “procurar a agulha”. Mas, por fim, decidiu “comprar o palheiro”.

Um dos gigantes da administração de investimentos, Clifford S. Asness, gestor e diretor fundador da AQR Capital Management, acrescenta suas sabedoria, expertise e integridade: “A indexação baseada na capitalização do mercado nunca será expulsa de sua merecida posição como núcleo e merecido rei do mundo dos investimentos. É o que todos deveríamos possuir em teoria, tendo fornecido retornos de fundos de ações de baixo custo para uma grande massa de investidores.” 5 Concentre-se nos fundos de custo menor Quanto mais os administradores tomam, menos os investidores ganham.

Se você está fazendo uma única e grande compra inicial de uma das duas versões da indexação clássica – o ETF Vanguard 500 ou o ETF Spider 500 – a uma taxa de comissão baixa e pretende manter as ações no longo prazo, você se beneficiará da ampla diversificação e das baixas taxas de despesas oferecidas por ambos. Você pode até obter um pouco de eficiência fiscal extra desses ETFs de amplo mercado. Mas, se você negocia esses dois ETFs, está desafiando as regras implacáveis da humilde matemática que são a chave dos investimentos de sucesso. E, se você gosta da ideia dos ETFs setoriais, invista nos apropriados e não os negocie.

Quase todo economista, acadêmico e estrategista do mercado de ações que estude seriamente os mercados financeiros junta-se a mim na conclusão de que, sim, os bons tempos que desfrutamos no mercado de ações desde o fundo do poço do outono de 1974 não se repetirão no futuro de prazo maior. Veja estas projeções da AQR Capital Management, uma das maiores e mais bem-sucedidas administradoras de investimentos alternativos: “A expectativa de retorno dos investimentos é baixa. Esperamos um retorno real de 4,0% em ações e 0,5% em títulos de dívida, um retorno real de 2,6% [antes dos custos do investimento] em uma carteira de ações/títulos de dívida 60/40.”

Nassim Nicholas Taleb, autor de Iludidos pelo acaso: “Lance uma moeda: se der cara, o gestor ganhará 10 mil dólares no decorrer do ano; se der coroa, ele perderá 10 mil. Nós realizamos [o jogo] para o primeiro ano [para 10 mil gestores]. “Ao fim do ano, esperamos que 5 mil gestores ganhem 10 mil dólares cada e 5 mil percam 10 mil. Agora realizamos o jogo um segundo ano. De novo, podemos esperar que 2.500 gestores cresçam dois anos em seguida; outro ano, 1.250; um quarto ano, 625; um quinto, 313. “Temos agora, como parte de um jogo simples e limpo, 313 gestores que ganharam dinheiro por cinco anos seguidos. [Em 10 anos, apenas 10 dos 10 mil gestores originais – apenas 0,1% – terão tirado cara em cada ano.] Por pura sorte, […] uma população composta inteiramente de maus gestores produzirá uma pequena quantidade de ótimos históricos. […] O número de gestores com ótimos históricos em determinado mercado depende bem mais do número de pessoas que ingressaram no negócio de investimentos (em vez de cursarem a faculdade de odontologia) do que de sua habilidade de produzir lucros.”

Sabemos que precisamos começar a investir o mais cedo possível e continuar a investir dinheiro regularmente dali em diante. Sabemos que investir implica riscos. Mas também sabemos que não investir nos condena ao fracasso financeiro. Sabemos quais são as fontes dos retornos nos mercados de ações e títulos de dívida, e esse é o início da sabedoria. Sabemos que o risco de selecionar títulos mobiliários individuais e o risco de selecionar administradores de fundos e estilos de investimento podem ser eliminados pela total diversificação oferecida pelo fundo de índice tradicional. Só o risco do mercado permanece. Sabemos que os custos importam, predominantemente no longo prazo, e sabemos que precisamos minimizá-los. Sabemos que os impostos importam e também precisam ser minimizados. Sabemos que a ideia de superar o mercado ou de saber o timing certo do mercado não pode ser generalizada sem autocontradição. O que pode funcionar para uns poucos pode não funcionar para a maioria. Finalmente, sabemos que não sabemos. Nunca podemos ter certeza de como será nosso mundo amanhã e sabemos menos ainda como será daqui a uma década. Mas, com uma alocação de ativos inteligente e opções de investimento sensatas, podemos estar preparados para os inevitáveis solavancos ao longo da estrada e devemos transpô-los com tranquilidade.