No Brasil, o lucro ainda é pecado - Terraço Econômico
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Temos uma cultura que abomina a competitividade, desconfia dos vitoriosos e valoriza os fracassados.
A desigualdade, enquanto produto da liberdade, pode ser gerada pelo sucesso, e não pode ser, portanto, de todo ruim.
Acostumamos corriqueiramente a depender do investimento público para dinamizar toda a economia, mas isto é uma armadilha por si só. Devemos sempre lembrar do investimento privado.
No Brasil, o lucro (ainda) é pecado e a cultura anticapitalista é arraigada, porém os ventos da mudança já sopram, e no longo prazo, se tudo certo, o contrato social brasileiro deverá mudar para melhor.
No Brasil, contudo, muitas vezes empresas parecem mais sobreviver ao Estado do que terem motivos para agradecê-lo. Não podemos nos esquecer, também, de que os criadores de empregos e riqueza no capitalismo são as empresas e os empreendedores, não o Estado.
O paternalismo histórico, a crença de que todas as mazelas do povo devem ser solucionadas pelo “Pai dos pobres”, que permeia a sociedade brasileira tanto no campo econômico quanto cultural. Ou seja, o cidadão espera a ajuda vir “de cima”, e não a partir do esforço pessoal ou da dedicação e, se tratando de uma economia de mercado, da valorização da meritocracia e de instituições sólidas.
equilibrar dois valores nem sempre perfeitamente compatíveis: liberdade e igualdade. Felizmente para uns, infelizmente para outros, o sistema que mais se aproximou desse (talvez utópico) equilíbrio ainda é o capitalismo. Se o ser humano é inerentemente diverso nos mais variados aspectos, a desigualdade é intrínseca à espécie. O que se deveria garantir no Brasil, portanto, é a igualdade de oportunidades, para que, nessa disputa que se inicia antes mesmo da formação do embrião, todos tenham pontos de partida equivalentes.