História da vida
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Com efeito, o homem não descende do macaco, mas dividiu com ele um ancestral comum.
Era Arqueana Período: 4 bilhões a 2,5 bilhões de anos atrás – No começo do período, cessa
Na comunidade científica de hoje em dia, a hipótese mais provável para a origem da vida é a que ficou conhecida como “Mundo RNA”.
O homem moderno (homo sapiens), contudo, surgiu entre duzentos e cem mil anos atrás (costuma-se adotar a cifra redonda de cento e cinquenta mil anos) na África.
A próxima parada, Rio de Janeiro, em abril de 1832. Lá, Darwin alugou um chalé “em uma bonita vila a cerca de seis quilômetros da cidade”. Essa vila é, hoje, o bairro de Botafogo.
O maior biólogo do século XX, Ernst Mayr2 (1904-2005), costumava afirmar que a teoria de Darwin e Wallace representava a maior revolução intelectual experimentada pela humanidade.
Nessa época, Darwin ficou fascinado com a leitura do livro de Alexander von Humboldt, narrando a expedição à Amazônia. Daí em diante, passou, ardentemente, a alimentar sonhos de fazer uma viagem semelhante.
O homem moderno (homo sapiens) teve vários ancestrais. O retrato da evolução a partir do ancestral comum entre o homem e o macaco há cerca de 7,5 milhões de anos até o homem moderno (homo sapiens), há cerca de 150.000 anos, é o de um galho ramificado.
Stephen Jay Gould, propôs, ao lado de Niles Eldredge, ambos do Museu Americano de História Natural, a tese do equilíbrio pontuado, que parece verdadeira, embora não tenha sido percebida por Darwin ou Wallace. De acordo com essa teoria, a evolução se caracteriza por longos períodos de estagnação (equilíbrio) interrompidos por breves períodos de rápidas alterações (evolução pontual).
Mas por que o RNA e não o DNA? A resposta é que o RNA possui determinadas características vantajosas em relação à molécula de DNA. O DNA, como se sabe, só é capaz de se duplicar com a ajuda das proteínas. Já o RNA possui uma dupla característica: a capacidade de produzir cópia de si mesmo, e a capacidade de funcionar como enzima (catalizando reações químicas, como se fosse uma proteína), virtude da qual o DNA não é portador.
De acordo com Ernst Mayr8, a Teoria da Evolução de Darwin assenta-se em cinco premissas, a saber: 1) as espécies são mutáveis (teoria básica da evolução); 2) todos os organismos descendem de um ancestral comum (evolução ramificada); 3) a evolução é gradual (não existem saltos ou descontinuidades); 4) as espécies tendem a se multiplicar (a origem da diversidade); e 5) os indivíduos de uma espécie estão sujeitos à seleção natural.
O esqueleto humano mais antigo da América foi datado de 11.000-11.500 anos. Foi encontrado pela arqueóloga francesa Annette Leming-Emperaire, em 1974/75, durante uma escavação no município de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, no sítio denominado Lapa Vermelha IV, região próximo ao atual aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Esse fóssil foi batizado pelo arqueólogo brasileiro Walter Neves com o nome de Luzia e pertence hoje ao acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Depois
Os geólogos afirmam que, em tempos mais remotos, as placas tectônicas estavam juntas, formando uma única placa, o que implica que os atuais continentes formavam uma só superfície de terras contínuas. Isso implica também que havia um único oceano.3 A placa de rocha única, entretanto, separou-se, formando os atuais continentes e os diferentes oceanos. A separação das placas continentais ao longo do tempo é um fenômeno chamado de deriva continental e ela continua a ocorrer no presente.
Mark Ridley10 conta o caso de uma praga de besouros que foi atacada por pesticidas com DDT e que desenvolveu resistência ao inseticida em sete anos. Então, a praga foi combatida com outro tipo de pesticida, azinfosmetil, mas em cinco anos os besouros desenvolveram uma linhagem resistente. Mudou-se, dessa vez, para o carbofurano. Em dois anos os besouros estavam resistentes. Existem vários exemplos da comprovação do processo evolutivo ocorrendo em espécies através de experiências feitas por pesquisadores ao longo do tempo. Um desses experimentos foi feito com percevejos. Essa pesquisa foi realizada por Scott Carrol e colaboradores.11 Ele e sua equipe observaram que determinados tipos de percevejos alimentavam-se de sementes que se encontravam no fruto de folhas de plantas arredondadas cujo alcance demandava que os percevejos fossem dotados de um enorme bico. Com o tempo, foi introduzida na região uma nova espécie de folha, mais curta, cuja semente era alcançada com um bico bem mais curto. Em pouco tempo, desenvolveram-se novas linhagens de percevejos de bicos curtos perfeitamente adaptados ao novo tamanho das folhas. Os percevejos de bico curto eram descendentes, com modificações, dos ancestrais de bico longo. Essa experiência constitui uma prova viva do processo de evolução pela seleção natural.