Guia Suno De Contabilidade Para Investidores: Conceitos contábeis fundamentais para quem investe na Bolsa - Guido Percu's Notes
← Back to Garden

Guia Suno De Contabilidade Para Investidores: Conceitos contábeis fundamentais para quem investe na Bolsa

📅 May 21, 2026 📁 books 🌱

Guia Suno De Contabilidade Para Investidores: Conceitos contábeis fundamentais para quem investe na Bolsa

Kindle Highlights

Para determinar o grau de compromisso de uma empresa, divide-se a sua Dívida Líquida pelo EBITDA.

Onde a empresa investe? No roteiro de investigação de um bom investidor de valor, esta é a primeira pergunta a ser respondida: onde a empresa investe?

Por fim, a Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC – refere-se ao desempenho financeiro da empresa, identificando como o caixa é gerado e também como o caixa é alocado.

Fora aqueles bem aventurados que usam a matemática diretamente em suas profissões, a gente não aprende matemática para aplicá-la no dia a dia. Esse é o grande problema.

Como a empresa se financia? Esta é a segunda pergunta fundamental que um investidor de valor – também um investigador de bons negócios – deve fazer ao interpretar um Balanço Patrimonial: como a empresa se financia?

Já a Demonstração do Resultado do Exercício – DRE – explana o desempenho econômico e a eficiência de uma empresa, ao informar quanto é o seu faturamento, se a empresa dá lucro ou prejuízo, ou ainda com qual margem ela está operando.

A lucratividade é uma razão expressa em porcentagem, relacionando o lucro líquido e o faturamento da empresa no período estudado. Já a rentabilidade é um indicador apontado pela divisão do resultado líquido da empresa pela somatória dos seus ativos.

O Balanço Patrimonial de uma empresa descreve a sua situação econômica e financeira, revelando onde ela investe seus recursos e como obtém financiamento para suas operações. Através deste documento podemos analisar a capacidade da empresa em honrar seus compromissos.

Para compreender o conceito do Ciclo Financeiro através de uma equação matemática simples, podemos afirmar que ele será o resultado do Prazo Médio de Recebimento das vendas, somado ao Prazo Médio da Estocagem dos produtos, menos o Prazo Médio do Pagamento aos fornecedores.

O EBITDA expressa o potencial de geração de caixa da empresa, vinda de suas operações, uma vez que não se considera os efeitos dos juros, impostos, depreciação e amortização. Este indicador é obtido pela soma da EBIT com a Depreciação e Amortização presente na Demonstração do Fluxo de Caixa.

O Ciclo Financeiro pode ser entendido pela quantidade de dias, em média, que a empresa necessita para promover o financiamento das suas operações. Em outras palavras, é o período necessário para ocorrer a produção, a distribuição, a venda e a coleta do pagamento dos produtos vendidos pela empresa. Vale lembrar que a prestação de serviços também pode ser compreendida como um produto.

No caso das empresas, antes da publicação de um Balanço Patrimonial, é aceitável que seus controladores façam uma injeção de capital para deixar o caixa positivo, se com isso eles conseguirem uma linha de crédito com juros menores para financiar um novo projeto, por exemplo. Pode ser que, no dia seguinte, parte do mesmo capital seja retirada do caixa, como alguém que estava segurando a barriga na hora da foto.

1)   A gestão do Capex – termo relacionado com o investimento em bens de capital – pode ser aferida pela somatória do Ativo Imobilizado da empresa com seus Ativos Intangíveis, cujo resultado será dividido pela Receita Líquida. 2)   A gestão do Capital de Giro – o dinheiro necessário para financiar as operações da empresa – é mensurada pelo próprio Capital de Giro dividido pela Receita Líquida. O Capital de Giro é obtido pela diferença do Ativo Circulante com o Passivo Circulante da empresa.

A Margem Bruta é definida pela divisão do Lucro Bruto pela Receita Líquida. 2)   A Margem Líquida está expressa razão do Lucro Líquido sobre a Receita Líquida. 3)   A Margem EBIT – Earning Before Interest and Taxes (Lucro Antes dos Juros e Tributos) – é obtida pela divisão da EBIT pela Receita Líquida. 4)   A Margem EBITDA – Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) – é aferida pela razão da EBITDA sobre a Receita Líquida.

O ROE – Return On Equity (Retorno Sobre O Patrimônio) – identifica a rentabilidade do capital investido pelos acionistas, sendo encontrado na divisão do Lucro Líquido, de um ano contábil, pelo Patrimônio Líquido. 2)   O ROIC – Return On Invested Capital (Retorno Sobre O Capital Investido) – é o Lucro Operacional, de um ano contábil e após impostos, sobre o Capital Investido (Patrimônio Líquido mais empréstimos). 3)   O ROA – Return On Asset (Retorno Sobre O Ativo) – surge da divisão do Lucro Líquido, de um ano contábil, pelo Ativo total.

Para encontrar o Prazo Médio de Recebimento multiplicamos o número de clientes atendidos por 365 dias de um ano contábil, e dividimos pelo número de vendas realizadas no mesmo período. Este fator expressa, em média, quantos dias a empresa esperou para receber dos seus clientes. Já o Prazo Médio de Estocagem é definido pelo quantitativo do estoque multiplicado por 365 dias de um ano contábil, dividido pelo custo das vendas. Aqui saberemos quantos dias, em média, a empresa levou para vender os seus estoques. Por fim, o Prazo Médio de Pagamento é resultado da multiplicação do número de fornecedores por 365 dias de um ano contábil, dividido pelo número de compras efetuadas no período, informando quantos dias, em média, a empresa levou para pagar os seus fornecedores.

Dentre os indicadores de desempenho mais significantes podemos elencar a divisão do Resultado Financeiro pela Receita Líquida, que reflete a variação do peso dos juros. A seguir temos a relação entre o IR e a LAIR, cuja divisão do Imposto de Renda pelo Lucro Antes do Imposto de Renda entrega a variação da alíquota efetiva do Imposto de Renda. Consideremos também o resultado da fração entre o EBIT e a Receita Líquida, que expressa a variação da Margem do EBIT – Ganhos Antes dos Juros e Impostos. Para conhecer a variação da Margem Bruta, podemos dividir o Lucro Bruto pela Receita Líquida. Já a variação da Margem Líquida é obtida pela razão entre Lucro Líquido e Receita Líquida. Por fim, devemos atentar para a divisão da SG&A pela Receita Líquida, para encontrar a variação do próprio SG&A – Selling, General and Administrative Expenses (Vendas, Despesas Gerais e Administrativas). O SG&A também engloba despesas da empresa com logística e marketing.