Guia de um astronauta para viver bem na Terra: O que o espaço me ensinou sobre talento, determinação e desafios - Guido Percu's Notes
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Guia de um astronauta para viver bem na Terra: O que o espaço me ensinou sobre talento, determinação e desafios

📅 May 21, 2026 📁 books 🌱

Guia de um astronauta para viver bem na Terra: O que o espaço me ensinou sobre talento, determinação e desafios

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Eu nunca parei de me preparar, pois nunca se sabe o que pode acontecer.

O que faria a cada dia determinaria o tipo de pessoa que eu me tornaria.

“Esteja preparado. Trabalhe. Trabalhe duro. E divirta-se!” Isso cabe em qualquer situação.

E pensei: estou sorrindo tanto, mesmo sem me dar conta disso, que as minhas bochechas estão com câimbra.

“Provavelmente não vai acontecer, mas devo fazer coisas que me mantenham na direção certa se for o caso — e devo ter certeza de que essas coisas me interessam, então, aconteça o que acontecer, ficarei feliz.”

Para mim, é simples: se tem tempo, use-o para se preparar. Que outra coisa mais importante você poderia fazer? Sim, talvez aprenda a fazer coisas que nunca precise colocar em prática, mas não ter que fazer alguma coisa é um problema muito menor do que não saber por onde começar.

O sucesso é se sentir bem no trabalho que fazemos durante a longa e não reconhecida jornada que poderá ou não nos levar à plataforma de lançamentos. Não podemos enxergar os treinamentos como apenas um degrau em direção a algo mais elevado. O treinamento deve envolver um objetivo em si mesmo.

Muita gente fala que devemos esperar o melhor, mas sempre nos preparando para o pior. Eu considero isso um erro. Não existe um “pior”. Quase sempre, o espectro de possibilidades ruins é amplo. A única coisa que poderia ser classificada como “pior” seria não ter um plano para lidar com os problemas.

E eu consegui a qualificação de piloto de DeepWorker. O DeepWorker é um incrível veículo para apenas um tripulante, uma espécie de submarino pessoal. Operá-lo é tão divertido que algumas pessoas (ricas, claro) o compram como brinquedo. Nós os dirigíamos com os pés (um pedal nos move verticalmente, o outro horizontalmente) e manipulávamos seus braços robóticos com as mãos. É

O desfecho de tudo isso é que nos transformamos em pessoas muito competentes, o que é a qualidade mais importante quando se é astronauta — ou melhor, quando se é qualquer coisa, onde quer que se esteja, tentando alcançar o sucesso no que for. Competência significa manter a cabeça no lugar em momentos de crise, persistir numa tarefa quando parece não haver esperança e improvisar boas soluções para problemas duros, quando cada segundo é importante. Competência envolve inventividade, determinação e preparação para qualquer coisa.

Eu liguei a televisão e lá estava: um replay da desintegração do Columbia no espaço, não muito longe da nossa casa. Os meus olhos ficaram cheios de lágrimas ainda antes de poder efetivamente processar a informação, e Helene ficou de joelhos, chorando. Aquela perda repentina e irreparável era devastadora. Nós conhecíamos os sete astronautas a bordo do ônibus espacial. Compartilhávamos o mesmo sonho. Nós nos preocupávamos com suas esposas e filhos. O comandante da missão, Rick Husband, foi meu colega de turma na escola de pilotos de teste. Nós cantávamos juntos e até desenvolvemos um projeto em parceria. Rick se prontificou a ajudar a minha família em um dos meus lançamentos, chegando a viajar para Orlando quando eles ficaram presos por lá, levando-os a Cabo Canaveral. Era um grande homem, um amigo íntimo. Eu lamentei a sua morte, e ainda lamento, a sua e a dos outros seis amigos que participavam daquele voo.