Finanças para Autônomos - Guido Percu's Notes
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Finanças para Autônomos

📅 May 21, 2026 📁 books 🌱

Finanças para Autônomos

Kindle Highlights

Construção de portfólio de produtos, precificação, gestão da agenda, pré-venda, pós-venda, custo,

Encontre parceiros. Construa relações em que falar sobre dinheiro é válido, é incentivado, é normal

A partir do momento em que você cobra bem, seu cliente se sentirá à vontade para exigir o máximo do seu trabalho, e isso é positivo para ambas as partes.

The Vanguard Center for Retirement Research, célula de pesquisa sobre aposentadoria da Vanguard, uma empresa americana de investimentos. A condução, novamente, foi realizada por Sheena Iyengar.

notas emitidas durante o mês de março. O percentual a ser pago sobre o valor faturado depende de dois fatores: da atividade que você desempenha e do montante que faturou nos últimos 12 meses. A ideia é que quem fatura mais pague mais.

O que eu aprendi com isso foi que nós não valorizamos o tempo de quem não se valoriza. E, uma vez que o autônomo geralmente tem que gerenciar muitas frentes ao mesmo tempo, esse ponto acaba por se tornar especialmente crítico. Em suma, se você quer ter sua agenda respeitada, pratique preços coerentes.

No entanto, se você prevê faturar mais do que o limite permitido para MEIs (que atualmente é pouco mais de R$ 80 mil por ano) ou se sua atividade não estiver enquadrada nas possibilidades do MEI – atualmente, por exemplo, um psicólogo não pode contar com essa opção –, você precisará constituir uma empresa de fato. Mas,

canadense Sheena Iyengar, professora e pesquisadora na Universidade de Columbia, em Nova York. Ela é considerada uma das principais autoridades no que diz respeito ao nosso processo de tomada de decisão. Em um de seus estudos, “When Choice is Demotivating”, publicado juntamente com Mark Lepper (psicólogo, professor e pesquisador em Stanford),

Qual objetivo você gostaria de conquistar por meio de seu trabalho? Por que você trabalha com o que você trabalha? Ganhar muito dinheiro é uma prioridade para você? Seu principal objetivo é estar envolvido em causas nas quais acredita profundamente? Ou você enxerga seu trabalho como um viabilizador do seu estilo de vida, e nada muito além disso?

Se temos 20, 25, 30 anos para poupar, a chance de conseguirmos elaborar algo interessante para a velhice, sem precisar arcar com uma parcela mensal elevada, é bastante alta. O tempo e os juros compostos exercem um papel fundamental nos projetos de longo prazo. Por outro lado, se temos pouco tempo pela frente, os aportes mensais precisarão ser mais avantajados.

Particularmente, eu gosto muito de trabalhar com a dinâmica de um salário mais enxuto, um valor que cubra as despesas básicas, que não possibilite grandes sobras e estripulias, e uma espécie de bônus a ser estudado a cada três ou seis meses. É importante ressaltar, entretanto, que antes de o bônus ser retirado é preciso estudar seu impacto nos quadrantes dos próximos meses. E posso dizer com tranquilidade que, tanto para mim quanto para grande parte de meus clientes e alunos, essa dinâmica funciona muito bem.

Um oceano azul. Entenda por “oceano azul” os mercados ainda inexplorados, com pouca competição, e por “oceano vermelho” os mercados extremamente acirrados, com margens baixíssimas. A analogia com os oceanos e com as cores foi realizada, pela primeira vez, no livro A estratégia do oceano azul, de W. Chan Kim e Renée Mauborgne. Os autores foram extremamente felizes no desenvolvimento desse estudo e na analogia, tanto que são utilizados até hoje em uma série de contextos. O livro, entretanto, apesar de extremamente interessante, tem seu foco voltado para grandes corporações, que, através da análise do mercado em que originalmente atuavam, remodelaram suas estratégias e passaram a apresentar algo diferente, que fez com que saíssem de mercados extremamente competitivos (os oceanos vermelhos) e mergulhassem com tudo em mercados inexplorados (os oceanos azuis).

Um psicólogo que atua como um evangelizador da psicologia, por exemplo, provavelmente encontrará menos dificuldades em estabelecer um mercado, se comparado a um psicólogo que oferece um serviço muito parecido com aquele oferecido por milhares de outros profissionais da área. Também navegarão em águas mais tranquilas uma odontopediatra que se preocupa com a experiência de uma criança no dentista; uma cozinheira que vende marmitas e se preocupa em solucionar um desconforto sentido por muitas pessoas que querem se alimentar de forma mais saudável, mas não têm tempo para cozinhar; um professor particular de inglês que promove passeios temáticos com seus alunos para que todos possam exercitar a língua, conversando uns com os outros; um contador que grava pequenos vídeos explicando o que está por trás dos impostos que seus clientes pagam e que, por conta disso (e de várias outras pequenas atitudes), é visto muito mais como um parceiro do que como um simples prestador de serviços. Todos esses profissionais, provavelmente, encontrarão maior facilidade para se estabelecer no mercado.

Certa vez atendi um cliente, psicólogo, que por cerca de cinco anos dedicou dois dias da semana (40% do seu tempo!) a essa causa. A abordagem dele era bastante interessante. Em vez de bater diretamente no centro da questão, dizendo por aí “Ei! A psicologia pode ser interessante para você!”, ele caminhou habilmente pelas beiradas. Através de suas redes sociais, ele explicava conceitos de psicologia de uma maneira bastante descontraída e descomplicada. Traçava o perfil psicológico dos personagens de algum seriado que estivesse na moda, explicava como funcionavam os distúrbios mentais, destrinchava estudos de caso enviados pelos leitores/espectadores, enfim, de tudo um pouco. Dessa forma, fazia com que enxergássemos a psicologia como algo muito mais próximo da nossa realidade, do nosso dia a dia. Era comum que os pacientes chegassem a seu consultório dizendo algo como: “Eu assisti a um vídeo seu, no qual você conta um pouquinho a respeito dos sintomas das pessoas com transtornos de ansiedade, e me identifiquei muito”. Eram dezenas e mais dezenas de pessoas que jamais haviam pensado em buscar ajuda. E, obviamente, com o aumento da demanda, surge a possibilidade de aumentar o preço. Hoje, o faturamento desse meu cliente psicólogo, em meses comuns, chega bastante próximo ao salário de um executivo sênior de uma empresa multinacional.