As mulheres primeiro - Guido Percu's Notes
← Back to Garden

As mulheres primeiro

📅 May 21, 2026 📁 books 🌱

As mulheres primeiro

Kindle Highlights

Bolero de Ravel

“Deguste, não mame.”

VISÃO EXTERNA DA VULVA

“as almas se encontram nos lábios dos enamorados”.

desviará de forma radical da tradição da literatura erotológica,

relatório Hite: Um profundo estudo sobre a sexualidade feminina,

“o amor é uma tela tecida pela natureza e bordada pela imaginação”.

Comece com o indicador reto e depois curve-o, como quem faz “vem cá”.

The Elements of Style (Os elementos do estilo), de William Strunk Jr. e E. B. White.

A cunilíngua nada mais é que a arte de transformar um beijo em um ato amoroso completo.

sexo oral seja o ato mais íntimo, respeitoso e recompensador que um homem pode realizar.

“Creia-me, não devemos apressar o fim da volúpia, mas alcançá-la aos poucos, por uma excitação progressiva.”

Masters e Johnson desdobraram o processo de resposta sexual em quatro estágios: Excitação, Platô, Orgasmo e Resolução.

“Mil beijos na sua nuca, nos seus seios e mais embaixo, bem mais embaixo, naquela florestazinha negra que eu tanto amo.”

Densamente dotados de nervos, os lábios internos são extremamente sensíveis e desempenham um papel importante no processo de excitação.

visualmente e no tato, a pequenas protuberâncias. Densamente dotados de nervos, os lábios internos são extremamente sensíveis e desempenham

O ritmo da sua língua contra a cabeça do clitóris. A posição firme dos dedos contra o aglomerado clitoriano. O apoio da sua mão sob as nádegas dela.

A menos que sua barba seja cheia e macia, tenha o cuidado de se barbear, já que uma barba rala pode irritar a vulva, a parte interior das coxas e outras regiões sensíveis.

“As paredes interiores mais profundas da vagina de fato têm poucas terminações nervosas e praticamente não têm sensibilidade quando são tocadas ou levemente pressionadas.”

Os estudiosos da sexualidade observaram que algumas mulheres conseguem atingir o orgasmo pelo simples fato de terem as sobrancelhas acariciadas e o lóbulo da orelha beijado.

“Fiz amor com ela com a sutileza e a leveza de uma pena”; “Degustei os lábios dela como se fossem as asas delicadas de uma borboleta”; “Mal toquei nela e ela gozou intensamente!”.

“A esperança é uma donzela encantadora que escapa entre os dedos. A lembrança é uma bela mulher idosa que não serve mais para nós. A repetição é uma esposa amada de quem nunca se fica farto.”

Dr. Alfred Kinsey, Masters e Johnson, Shere Hite, Betty Dodson, e não tão conhecidas, mas igualmente importantes, como a Dra. Mary Jane Sherfey, pioneira do conceito de que o clitóris é um poderoso sistema de órgãos.

Como a cabeça do clitóris, a comissura anterior e a haste reagem de início a toques da língua; depois de excitadas, imploram pela pressão mais firme do lábio superior e da gengiva ou por massagem com a ponta dos dedos.

À medida que você se acostumar com esse movimento, use a mão para pressionar o monte pubiano na hora da lambida (isso estreita a abertura vaginal e aproxima os lábios vaginais) e solte-o quando repousar a língua inteira contra a vulva.

CUIDADO: Nunca, em nenhuma hipótese, sopre dentro da vagina da mulher, como se tentasse enchê-la de ar. Fazer isso acarreta sério risco: pode provocar uma embolia e levá-la à morte. Sopre em cima dela, e levemente; nunca sopre dentro dela.

Segundo a mitologia grega, quando Zeus e Hera procuraram Tirésias, hermafrodita, para descobrir quem sente mais prazer sexual, se o homem ou a mulher, Tirésias respondeu: “Se dividirmos o prazer em dez partes, a mulher fica com nove, e o homem, com uma.”

A fricção criada pelo esfregar do capuz clitoriano contra a cabeça é uma poderosa fonte de estímulo e prazer. O capuz também protege a cabeça do excesso de estimulação; pouco antes da liberação do orgasmo, é nas dobras do capuz que a cabeça busca refúgio.

“O primeiro pico pode levar muito tempo para ser atingido, mas, uma vez ali, a montanhista vigorosa descobre asas à espera dela. Não é preciso descer correndo até a base antes de escalar o pico seguinte; basta planar como uma ave de rapina nos ventos do prazer.”

Encontre um ritmo a ser mantido: lambida ampla e prolongada/língua inteira repousando; lambida ampla e prolongada/língua inteira repousando. Cada série completa deve levar em torno de dez segundos, sendo cinco de lambida e cinco de contato total da língua contra a vulva.

Você sentirá tesão ao fazer sexo oral nela; você sentirá tanto prazer quanto ela. Não há pressa; ela tem todo o tempo do mundo. Você vai querer desfrutar de cada instante. O cheiro dela é provocante, o gosto dela é vigoroso: tudo isso emana da mesma essência encantadora.

Além de introduzir um segundo dedo, também enfatizamos a importância da pegada do “vem cá” – posição que permite ao dedo abranger toda a extensão do aglomerado clitoriano. Nesse momento do processo, use os dedos para encontrar uma posição e mantenha uma pressão constante.

“Adoro fazer minha namorada gozar. Adoro vivenciar tudo: a escalada e a liberação das ondas de prazer, a rendição ao êxtase, os espasmos de satisfação, a perda momentânea dos sentidos. Fico com ainda mais tesão em saber que fui eu que fiz isso tudo acontecer.” (David, 27 anos)

Levar uma mulher ao orgasmo é, ao mesmo tempo, empolgante e libertador. Quando ela goza primeiro, deixa-se de lado a ansiedade e a pressão; você se sente empoderado, encorajado a buscar com ânimo a satisfação que o aguarda – um clímax que será ainda mais intenso por ter sido adiado.

Além da posição do “vem cá”, pressione o dedo estendido no teto da parede vaginal. Sustente essa posição enquanto pressiona a área. Não se acanhe de apertar para cima o “teto” da vagina. O aglomerado clitoriano é menos sensível que a cabeça do clitóris, e reage bem a uma pressão firme e persistente.

Durante as preliminares, evite o contato com a genitália dela por no mínimo 10 minutos. Estimule outras partes do corpo dela; deixe a oxitocina inundá-la, percorrendo sua corrente sanguínea. Guarde o beijo genital para o fim, já que o primeiro beijo na vulva é o limite entre as preliminares e o jogo principal.

No teatro do tesão, corpo e mente são levados a agir, a tensão sexual aumenta e chega ao ápice, ocorre o clímax, e vem então o relaxamento. Masters e Johnson deram a essa sequência o nome de “ciclo de resposta sexual”, enquanto os pesquisadores sexuais Beverly Whipple e Barry Komisaruk a batizaram de “processo orgástico”.

Sobre a fase do pré-orgasmo, ou aquilo que chamavam de fase de platô, Masters e Johnson afirmaram: “A fêmea acumula força psicológica e fisiológica em uma tensão sexual crescente, até ser capaz de dirigir toda a sua energia física e mental para um salto rumo à terceira fase, ou fase orgástica, de expressão da tensão sexual.”

Já a língua precisa ter condições de repousar na entrada da vagina, cobrindo toda a sua extensão, de alto a baixo. É uma posição que permite a aplicação de um amplo leque de movimentos: de lambidas longas e vigorosas a lambidinhas habilidosas e constantes, seja com a língua inteira ou fazendo uma pressão específica com a pontinha.

Espere até que ela termine completamente! Enquanto o homem, em seu processo de resposta sexual, atinge um ponto de “inevitabilidade ejaculatória”, também conhecido como ponto sem retorno, a mulher requer uma estimulação persistente e ininterrupta do clitóris mesmo em pleno clímax. Do contrário, o orgasmo pode acabar sofrendo uma interrupção repentina.

O MONTE PUBIANO (externo) fica logo acima do aglomerado clitoriano. Massagear o monte pubiano com a base da palma da mão estimula o aglomerado clitoriano de cima para baixo. Pense no aglomerado como uma camada encoberta de terminações nervosas imprensadas entre o monte pubiano e o canal vaginal – daí a possibilidade de estimulá-lo por cima e por baixo.

O primeiro beijo na vulva tem que deixar a mulher sem fôlego; por isso, não estrague o sentimento de expectativa. Em vez de beijá-la no clitóris, beije a região em torno da vulva. Use os lábios, não a língua. Dê beijocas. Mordisque. Mas fique longe da cabeça do clitóris. Transforme essa posição em uma vantagem; use-a como forma de levá-la a patamares mais altos.

Pense em dois pugilistas em um ringue, descansando brevemente em um “clinch” durante um assalto longo e violento. Deixe-a socar sua língua em repouso. Deixe-a se desgastar. E então – saia das cordas! Foi essa a estratégia que Muhammad Ali utilizou para derrubar George Foreman durante a famosa luta Rumble in the Jungle. Ali deixou Foreman massacrá-lo durante sete rounds inteiros.

Certifique-se de completar essa visita manual das paredes vaginais com as lambidas descritas nos capítulos anteriores (os toques verticais serão os mais fáceis e naturais). É difícil demais manter a concentração em movimentos simultâneos da mão e da língua. Por isso basta você pressionar a língua inteira imóvel contra a cabeça do clitóris enquanto se concentra no estímulo manual.

Estudos como os realizados por Kinsey e por Masters e Johnson concluíram que, entre as mulheres cujos parceiros demoraram 21 minutos ou mais nas preliminares, apenas 7,7% deixaram de atingir o orgasmo com frequência. É uma diferença de proporções tectônicas – de duas em cada três mulheres que não conseguem atingir o clímax para nove em cada dez que obtêm satisfação –, tudo por uma questão de minutos.

Coloque sua mão livre sob as nádegas dela, sustentando-as com firmeza, de modo a poder, ao mesmo tempo, apertá-las com facilidade. Use essa mão para mantê-la na posição certa e direcionar com precisão a vulva até a sua boca. Atenção: a mão firme é fundamental, a base de uma relação espetacular – por ajudá-la a manter contato permanente com sua boca e por permitir que você varie a intensidade da pressão contra a vulva.

Há quem se refira ao sexo oral como a música da boca, e, como músico, creio ser possível afirmar que estou bem avançado no caminho da realização. Mas só quando conheci minha esposa eu encontrei meu Stradivarius – belo, incomparável e inestimável. Se ela é meu violino, eu sou seu arco. Incentivo você a encontrar seu Stradivarius. Quando isso acontecer, proteja-o, cuide dele, seja fiel a ele, e então você saberá tocá-lo como um mestre.

Raros são os homens dotados do ardor inequívoco de Napoleão ao saborear a cassolette de uma mulher (termo francês para uma caixinha de perfume, coloquialmente usado para descrever o perfume singular da mulher, o conjunto de seus eflúvios, sua assinatura aromática) e desfrutar, livre de preconceitos, do poderoso impulso dos feromônios. “Não se lave, estou chegando em casa.” (Napoleão a Joséphine, retornando a Paris do front de guerra.)

Há certa controvérsia em relação à etimologia da palavra “clitóris”. Alguns acreditam que vem do grego kleitoris, que significa “montinho ou elevação”. Outros dizem que vem da palavra grega kleitoriazein, que significa “tocar ou provocar de forma lasciva, ter tendência ao prazer”, enquanto outros afirmam que a palavra grega kleitoris originalmente tinha o sentido de “divino”, “digno das deusas”. De certa forma, todos esses sentidos estão certos.

Da mesma forma que você dedicou 15 minutos ou mais às preliminares, precisa dedicar um bom período de tempo ao pós-jogo. Não caia na armadilha do descompasso de carinho! Seja abraçando-se, beijando-se, tocando-se ou simplesmente conversando, o pós-jogo é para que continuem conectados. Pós-jogo não é se virar para o lado e dormir ou pular da cama para dar “aquele” telefonema importante. Roubando uma frase de Theodore Van de Velde, sexólogo pioneiro, é nos momentos seguintes ao orgasmo que um homem prova se é ou não um adulto “eroticamente civilizado”.

A GLANDE (visível), também conhecida como cabeça, coroa, e mais coloquialmente como grelo, botão, pingulim, sininho, etc. Com mais de 8 mil terminações nervosas dedicadas ao prazer, a glande confirma o ditado segundo o qual “os melhores perfumes vêm nos menores frascos”. A glande é tão sensível à estimulação que um capuz, também chamado de prepúcio, a protege no auge do tesão. Tanto a cabeça do clitóris quanto o capuz protetor reagem a toques leves e ritmados da língua, assim como a uma pressão mais firme, quando a mulher já está bem avançada no processo de excitação.

Agora que você já usou o dedo na posição do “vem cá” para roçar o teto da vagina e o aglomerado clitoriano, inverta as posições e faça o mesmo com o assoalho da vagina. Ao “raspar” o assoalho vaginal, você estará excitando o tecido perineal (o tecido erétil sensível que reveste a área de pele entre a vagina e o ânus). DICA NA PONTA DA LÍNGUA: Dê um leve beliscão no períneo dela. Enquanto estimula o tecido do períneo do lado de dentro com o indicador, use o polegar para pinçar o períneo do lado de fora. Nessa posição, você estará literalmente beliscando o períneo dos dois lados.

MASSAGEM NOS PÉS: Uma das formas mais subestimadas e subutilizadas de estimulação erótica, a boa e velha massagem nos pés inunda a corrente sanguínea de endorfinas, provocando o corpo inteiro. Não é preciso se preocupar por não ser massagista profissional; basta manter contato permanente entre a mão e o pé, massageando um pé de cada vez, com ambas as mãos. Massageie o pé inteiro – a sola, a planta, o tornozelo e os tendões dos dedos – antes de passar para o outro. Sinta-se à vontade para beijar os dedos dela. Algumas mulheres não vão curtir, enquanto outras irão explodir de prazer.

Corra os dedos suavemente pelos pelos pubianos dela. Provoque-a bastante. Beije-a com carinho no lado interno das coxas, assim como na região de pele macia adjacente à vulva. Dê beijocas curtas e molhadas (lábios cerrados, sem a língua) nos lábios internos e externos, e até mesmo no topo da glande. Certifique-se de que seu primeiro beijo seja menos um contato direto com o clitóris e mais um carinho na região genital como um todo. Sopre ar quente na vulva. Sopre, sempre com carinho, em cima da cabeça do clitóris. Se ela ainda estiver de calcinha, beije-a por cima dela. Em seguida, puxe-a delicadamente para o lado, revelando uma vulva molhada e lustrosa.

Pode ser que não consigamos viver cada momento como se fôssemos repeti-lo o tempo todo por toda a eternidade, mas podemos fazer amor desse jeito. Podemos beijar nossa amada sabendo que queremos que aquele beijo, como uma pedrinha jogada em um lago calmo, gere ondas por toda a eternidade. Como Tomas voltando aos braços de Tereza, podemos fazer amor de forma total e indelével, com todo o peso e a substância do nosso ser. George Bernard Shaw escreveu: “Quando você me amou, eu lhe dei todo o sol e as estrelas para brincar. Dei-lhe a eternidade em um só momento, a força das montanhas em um aperto dos seus braços, o volume de todos os oceanos em um impulso de sua alma.”

Língua inteira e imóvel É uma das posições da língua mais subestimadas e subutilizadas. É ótima para induzir o orgasmo e, mais até do que isso, também serve muito bem como pausa entre os movimentos com a língua. Repousar a língua inteira, imóvel, é como o entreato de uma peça, ou a pausa entre duas cenas. É a oportunidade para trocar o cenário e dar um descanso aos atores, sem, porém, deixar a plateia abandonar o teatro. Deixe a língua inteira repousar firme contra toda a extensão da entrada vaginal. Estenda a língua em direção à vulva. E convide-a, então, a fazer o serviço. Deixe que a mulher se mexa, deslize, rebole e se enganche na sua língua. Tudo o que ela quiser. É ela quem determina o ritmo.

Neste capítulo demos início ao processo de desenvolvimento da tensão sexual. Atingimos esse resultado introduzindo a estimulação manual, mais especificamente sob a forma de um único dedo inserido na entrada da vagina. Ao fazer isso, prestamos atenção na reação do punho clitoriano e dos músculos da pelve. Também chamamos atenção para o polegar, que é uma alternativa ao indicador e possibilita uma combinação maliciosa com ele para a estimulação do períneo. Além da pura e simples estimulação manual, também ressaltamos a importância de usar uma das mãos para sustentar o peso da mulher, mantendo-a em uma posição estável. Segurá-la com firmeza ajuda a executar os toques com a língua e a manter contato permanente com a vulva.

Respeitar o processo de excitação feminino. Postergar a satisfação na busca do prazer recíproco. Conhecer e apreciar o clitóris em todos os seus múltiplos aspectos. Estimular o clitóris de maneira apropriada, durante todo o processo de resposta sexual. Deixar de lado o senso comum segundo o qual a penetração genital é responsável pelo ápice do prazer sexual. Livrar-se de estereótipos, lugares-comuns e ideias preconcebidas. Ser paciente, respeitoso, sensível e carinhoso. Adotar uma abordagem voltada para o prazer, não para objetivos. Lidar com cada ato como um processo singular de dar e receber, de descoberta e aprendizado. Entregar-se de maneira sóbria, generosa e sincera, mesmo que seja em um relacionamento casual e efêmero.

Neste capítulo vimos a importância de determinar um ritmo e estabelecer uma base sólida, assim como ser comedido em um momento em que vem a tentação de agir de modo bruto e apaixonado. Depois do primeiro beijo, lamba a entrada da vagina de cima para baixo. Em seguida, repouse a língua inteira contra a superfície da vulva. Faça isso cerca de 15 a 20 vezes. Em seguida, dê cinco lambidas pela metade, concentrando-se nos lábios, mantendo-se longe da cabeça. Na sexta lambida, interrompa o movimento e pressione a ponta macia da língua contra a cabeça. Repita esse padrão, aumentando em uma unidade cada série de lambidas pela metade até chegar a dez. Siga esse movimento para determinar o ritmo e preparar a cabeça para o carinho da sua língua.

No livro The Cradle of Erotica (O berço do erotismo), de A. Edwardes e R. E. L. Masters, aprende-se que durante a Dinastia Tang a China foi governada pela imperadora Wu Hu. Tendo consciência do elo inexorável entre sexo e poder, ela decretou que as autoridades do governo e os dignitários de outras nações homenageassem Sua Alteza Imperial fazendo sexo oral nela. Não é piada. Pinturas antigas mostram a bela e poderosa imperatriz de pé, abrindo seu elaborado manto, enquanto um membro da alta nobreza ou um diplomata aparece ajoelhado diante dela, pressionando língua e lábios no monte de vênus real. Já vai longe o tempo dos reis e rainhas e dos decretos reais, mas dentro de muitas mulheres modernas existe uma imperatriz Wu Hu esperando ser homenageada por seu nobre.

, abusou do palanque de que dispunha. Freud rebaixou o clitóris e promoveu a vagina, classificando o orgasmo clitoriano como “infantil”. Segundo ele, a mulher adulta precisava superar a necessidade do orgasmo clitoriano e desenvolver o desejo de ser penetrada; afinal de contas, não é isso que o pênis faz? Penetra? A masturbação feminina foi acusada de criar dependência clitoriana; o sexo oral se tornou algo proibido. Na visão de Freud, não havia discussão possível: se a mulher não ficava satisfeita com a relação sexual com penetração, devia haver algo errado com ela. O Dr. Thomas Lowry observou no ensaio “A psicologia cultural do clitóris”: “O pensamento surgiu na mente de Freud em 1910, sem qualquer fiapo de evidência experimental, e provavelmente foi responsável por mais sofrimento desnecessário do que qualquer outro conceito da psicologia.”

Sinta sua língua tocando a vulva. Deixe as terminações nervosas, dela e suas, se encontrarem e se unirem em um abraço. Veja e sinta sua língua fundir-se com a vulva dela, e então… Nada de contato. Sua língua deve se afastar completamente da vulva por uma fração de segundo, provocando um levíssimo estremecimento na pelve dela: um tremor quase imperceptível, como um choque, provocado pela ausência da sua língua. Então… Tudo de novo. Como aconteceu com o primeiro beijo, dê uma lambida lenta e extensa, de baixo para cima, e pincele sensualmente a cabeça do clitóris com a lateral da língua, por inteiro. Então, uma vez mais, repouse a língua inteira na vulva, sem pressionar com força demais e sem privilegiar nenhum ponto específico. É esse contato “tudo ou nada” entre a língua e a vulva que permite a escalada da tensão sexual, que depois de algum tempo exige alívio pelo orgasmo.

Toques horizontais A maioria dos toques com a língua é vertical, de baixo para cima, mas lambidas horizontais, para um lado e para o outro da cabeça do clitóris, vão incendiá-la, principalmente se forem bem molhadas e repentinas, banhando a cabeça por inteiro. Toques diagonais Incline a cabeça para a esquerda ou a direita (o que for mais confortável), pressionando sua orelha contra a coxa dela. Em seguida, dê uma lambida partindo do canto inferior da região clitoriana até o canto oposto na diagonal, roçando a cabeça do clitóris no caminho. Quando conseguir executar esse movimento corretamente, você perceberá que os toques ficarão mais lentos, por exigirem mais esforço e serem aplicados com a lateral da língua, não com a parte da frente. Essa posição pode ser um pouco incômoda para o pescoço, mas, sem dúvida, a mudança de direção e de ritmo vai deliciá-la, principalmente porque suas lambidas serão mais firmes e prolongadas. O toque na diagonal tem um efeito de “arrastar”, imprimindo uma imprevisibilidade de staccato no ritmo – “pontadas” diminutas e prazerosas que vão provocar faíscas dentro dela.

Comece pela base da entrada vaginal, a fúrcula, e vá subindo. Abarque toda a extensão dos pequenos lábios (lábios internos) e deixe a língua repousar brevemente encostada no frênulo, a área logo abaixo da cabeça do clitóris. Ao passar pela cabeça, pincele-a levemente, como se estivesse com uma pena, passando em seguida para a comissura anterior (a região logo acima da cabeça). Com a ponta da língua, pressione a comissura, sentindo a dimensão da haste clitoriana sob a pele. Enquanto a beija lentamente, de cima para baixo, pressione o dedo levemente contra o períneo (a área de pele logo abaixo da entrada da vagina). Enquanto lambe toda a extensão da entrada vaginal, de cima para baixo, coloque uma das mãos sobre o monte pubiano e empurre-o levemente na direção do abdome. Isso vai esticar a pele, estreitando a entrada vaginal, o que facilita abranger luxuriosamente os sensíveis lábios internos durante a lambida. Como alternativa à posição padrão, agarre a parte de cima das coxas dela antes do primeiro beijo e erga as pernas dela, de modo que só o bumbum toque a cama e a vulva fique completamente exposta.

Inspire-se nas Mil e uma noites e inclua uma historinha nas preliminares. Caso você não tenha vocação para contador de histórias, experimentem ler juntos, em voz alta, a obra-prima erótica de James Salter, Um esporte e um passatempo; as coletâneas de contos de Anaïs Nin Delta de Vênus e Pequenos pássaros; os romances eróticos Emanuelle, de Emanuelle Arsan, e A história de O, de Pauline Réage; a saga sexual de Harold Brodkey Innocence – que inclui aquela que talvez seja a melhor descrição de uma sessão de sexo oral já feita em uma mulher; romances de Jerzy Kosinski, como A comédia da paixão e Cockpit; Sob os telhados de Paris e Dias tranquilos em Clichy, de Henry Miller; Minha vida secreta, anônimo, e Le Pur et l’Impur, de Colette; a antologia de fantasias de Nancy Friday, Meu jardim secreto (recheada de cartas com fantasias de pessoas reais); os contos de The Mammoth Book of Erotica ou de uma das diversas antologias de erotismo editadas por Susie Bright. Para aqueles com gosto por poesia, vale experimentar As flores do mal, de Charles Baudelaire, ou As onze mil varas, de Guillaume Apollinaire. E para aqueles que gostam de histórias em quadrinhos (picantes, no caso), conheçam a obra ultrassensual do roteirista e ilustrador Eric Stanton, especializado em fantasias de dominação feminina.

Certifique-se de que ela esteja bastante excitada. Use o tempo das preliminares para estabelecer uma base sólida de tensão sexual. Antes de dar o primeiro beijo oral, garanta que ambos estejam em posições que podem ser mantidas confortavelmente durante todo o processo de resposta sexual. Ao aplicar as técnicas, concentre-se mais na estimulação do que na penetração. Dê toques de língua carinhosos e ritmados. Lembre-se: todas aquelas terminações nervosas que contribuem para o orgasmo dela estão na ponta da sua língua. Durante todo o tempo, deixe claras as Três Certezas do sexo oral: 1) Você sentirá tesão ao praticar sexo oral nela; você sentirá tanto prazer quanto ela. 2) Não há pressa; ela tem todo o tempo do mundo. Você vai querer aproveitar cada instante. 3) O cheiro dela é provocante, o gosto dela é inebriante: tudo isso emana da mesma essência encantadora. Não cutuque; concentre-se na pressão com a ponta dos dedos em regiões-chave, como o aglomerado clitoriano. Lembre-se das virtudes da língua inteira imóvel. O repouso pode ser melhor que o movimento. Seja confiante, mas não arrogante. Agir com simplicidade e humildade é muito mais eficiente do que querer se exibir. O sexo oral não é algo que você faz para ela; é algo que você faz com ela. Deixe que ela se mexa contra você para criar a fricção de que precisa. À medida que ela se aproxima do orgasmo, sustente o contato clitoriano. Mantenha as pernas dela o mais próximas possível, sem perder o acesso à vulva. Fique calmo, equilibrado e compenetrado. Não perca o controle; não deixe o orgasmo dela escapar de você. No instante em que ela estiver gozando, floreie e estenda as contrações do orgasmo com leves toques da língua. Sempre termine o que começou. O sexo oral é um processo completo, com começo, meio e fim. Não é porque ela chegou ao orgasmo que a experiência acabou. Quer você a leve a um único orgasmo ou a vários, voltem juntos ao estado de pré-excitação.

Estágio 1: Primeiro beijo (menos de um minuto) LÍNGUA: Toques lentos e prolongados de baixo para cima, com a maior leveza e o maior cuidado possíveis. MÃOS: Ambas sob as nádegas, deixando as pernas dela só um pouco separadas. Pegada firme. Estágio 2: Determinando o ritmo (de três a cinco minutos) LÍNGUA: Lambidas verticais pela metade (5), seguidas de toques prolongados, pincelando a cabeça do clitóris. Concentre-se nos lábios e no frênulo; a cabeça do clitóris deve receber uma pincelada completa, não pela metade. DEDOS: Um único dedo (indicador) inserido parcialmente na entrada vaginal. MÃOS: Tire uma delas de debaixo do bumbum para poder inserir o dedo. Use uma das mãos para sustentar as nádegas com firmeza. Estágio 3: Aumentando a tensão (de cinco a dez minutos) LÍNGUA: Alterne lambidas verticais e horizontais. Nas verticais, tente roçar apenas a parte de baixo da cabeça do clitóris, sem tocá-la por inteiro. Concentre-se em pincelar a cabeça com lambidas horizontais. Para cada cinco verticais, dê uma horizontal. DEDOS: Mantenha um único dedo dentro da entrada vaginal. Concentre-se em sentir os músculos da pelve. Deixe os outros dedos roçarem a vulva e o períneo. MÃOS: Sustente o apoio. Estágio 4: Escalada (de três a cinco minutos) LÍNGUA: Continue com as lambidas verticais e horizontais. Inclua a pressão da língua na cabeça do clitóris. Mantenha por cinco segundos. DEDOS: Insira um segundo dedo na entrada vaginal. Pressione com os dedos o teto vaginal. Sinta o aglomerado clitoriano. MÃOS: Enquanto sustenta as nádegas com a mão, tente estimular o períneo com o polegar. Estágio 5: Pré-orgasmo (de três a cinco minutos) LÍNGUA: Pressione a cabeça do clitóris. Concentre-se na pressão e desacelere as lambidas enquanto proporciona resistência. Deixe que ela se mexa a sua língua. DEDOS: Com dois dedos inseridos (palma da mão para cima), use o polegar para pressionar o frênulo e proporcionar a pressão necessária. Mantenha os dedos inseridos, mas priorize o polegar contra o frênulo. MÃOS: Use uma delas para sustentar as nádegas e manter o contato clitoriano; mantenha-a nessa posição. As pernas dela devem estar próximas. Você deve sentir a parte interna das coxas da sua parceira fazendo pressão contra a mão inserida na entrada vaginal. Estágio 6: Orgasmo (menos de um minuto) LÍNGUA: Concentre-se na pressão da língua na cabeça do clitóris. Sinta sua parceira empurrando o corpo em sua direção. Mantenha a pressão. Observe as contrações orgásticas e permaneça o tempo todo nessa posição. Após as contrações, lamba levemente a cabeça do clitóris, uma única vez. Ela deve se retrair ao contato. DEDOS: Sinta os músculos da pelve latejando contra seus dedos. Concentre-se em manter a pressão do polegar contra o frênulo. MÃOS: Sustente a posição quando ela entrar no período de contrações espasmódicas do orgasmo. Use a mão para pressionar as nádegas para cima e mantenha a cabeça do clitóris alinhada com a língua.