A história da ciência para quem tem pressa
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Singularidades: Stephen Hawking Um dos mais famosos
Um dos mais famosos cientistas vivos, Stephen Hawking,
ainda que persista uma parcela de dúvida em relação ao valor da constante de Hubble.
usando-se apenas instrumentos de medição básicos, como uma régua e um compasso, é possível desenhar um quadrado que tenha uma área igual à de um círculo?
Gauss realizou um dos maiores avanços em geometria desde os gregos antigos quando provou que era possível construir um polígono regular de 17 lados usando apenas régua e compasso.
Acredita-se que o astrônomo chinês Gan De (c. 400–c. 340)* e seu contemporâneo Shi Shen foram os primeiros astrônomos da história a compilar uma lista de estrelas, ou mapa estelar.
A observação de Gan De daquelas que eram, quase certamente, as quatro grandes luas de Júpiter, foi o primeiro registro conhecido no mundo da observação de um satélite do gigantesco planeta — feito logrado muito antes de Galileu Galilei, em 1610, ter “descoberto” esses satélites oficialmente, usando seu telescópio recém-desenvolvido.
Parece impensável o fato de que, até o ano de 1202, o conceito de zero ainda não existisse na Europa Ocidental. Foi quando o jovem contabilista italiano Fibonacci (1170-1250) publicou seu Liber abaci, livro revolucionário que introduziu na Europa várias ideias e conceitos indo-arábicos de importância crucial. Entre eles estavam os numerais arábicos, o conceito matemático do zero e o sistema de numeração com casas decimais.
Hiparco solucionou o problema inventando uma nova forma de medir a duração do ano, o “ano trópico”, ou o tempo que o Sol leva para passar, em sua aparente revolução pela sua órbita, de um equinócio ao mesmo equinócio novamente. Cerca de 20 minutos mais curto do que o ano sideral, o ano trópico é a base de elaboração do nosso moderno calendário gregoriano. Ele nos permite constatar que as estações ocorrem nos mesmos meses do calendário todos os anos.
Durante sua quarta viagem ao Novo Mundo, Colombo e sua tripulação correram o risco de serem mortos por um grupo de nativos, mas, como Colombo sabia, com base no almanaque de Zacuto, que haveria um eclipse lunar total em 29 de fevereiro de 1504, resolveu se aproveitar disso, dizendo aos índios que o desaparecimento da Lua mostraria que seu deus estava zangado com eles. Quando a Lua reapareceu, ele anunciou que era um sinal de que os nativos tinham sido perdoados, artimanha que mudou rapidamente a atitude hostil deles.
Tsu Ch’ung Chih (429-500), foi a primeira pessoa no mundo a calcular corretamente o número pi até a sétima casa decimal, com um valor entre 3,1415926 e 3,1415927. Seriam necessários mil anos para que alcançassem uma precisão como essa na Europa. O principal interesse de Chih era a reforma do calendário chinês, e ele foi o primeiro a levar em conta a precessão dos equinócios (pág. 16). Seu calendário era de uma precisão incrível: o ano correspondia a um valor de 365,24281481 dias, com um erro de apenas 52 segundos em relação ao resultado do cálculo atual. Chih não viveu o suficiente para ver seu calendário ser adotado na China, mas, ao longo de sua vida, ficou famoso por suas invenções, como a charrete com uma estátua de mão estendida apontando sempre para o sul, independentemente de para onde fosse virada, e o barco com rodas de pás. Outro de seus legados foi um livro de matemática que teve que ser retirado do currículo acadêmico, pois era difícil demais para a maioria dos estudantes!
O Problema dos Três Corpos e a Teoria do Caos: Henri Poincaré Isaac Newton (pág. 62) foi apenas uma das grandes mentes que tentaram formular uma equação matemática para demonstrar o funcionamento do sistema solar, mas, como as demais, fracassou. Especificamente: equações explicando o movimento que descreveriam as trajetórias de dois corpos no sistema solar — e por que nunca colidem —, equações que ninguém, até então, conseguira formular. Contudo, em 1887, o Rei Oscar II, da Suécia, oferece um prêmio àquele que conseguisse apresentar uma solução para o problema dos três corpos, agora conhecido como o problema dos n-corpos (em que n é um número maior que dois). O engenheiro de minas e matemático (Jules) Henri Poincaré (1854-1912) já vinha fazendo pesquisas com complexas equações diferenciais que demonstrassem a estabilidade do sistema solar. Ele reduziu o problema a uma forma mais simples, levando em conta, em seus estudos, dois grandes corpos, bem como um terceiro, este tão menor que não tinha nenhum efeito gravitacional sobre aqueles. Com isso, ele conseguiu demonstrar que um corpo celeste menor tem uma órbita estável, mas não foi capaz de provar que essa órbita não poderia afastar-se muito da órbita dos demais. Sua contribuição para a compreensão do fenômeno foi tão significativa que ele ganhou o prêmio, mas depois descobriu um erro, o que significava que a órbita podia ser totalmente caótica: a menor mudança poderia resultar em movimentos maiores e imprevisíveis. Ele formulara, por acaso, a teoria do caos. Como não havia poderosos meios de computação eletrônica na época, deu-se uma interrupção no estudo da teoria do caos até a década de 1960, quando computadores possibilitaram calcular as muitas possibilidades que resultam da realização de mudanças ínfimas num sistema. Então, o meteorologista americano Edward Lorenz (1917-2008) aplicou seus modelos de equações no estudo de mudanças climáticas, cunhando a expressão “efeito borboleta”. O problema dos n-corpos ainda não foi totalmente solucionado.