A bela anarquia - Guido Percu's Notes
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A bela anarquia

📅 May 21, 2026 📁 books 🌱

A bela anarquia

Kindle Highlights

bem Bernanke

Peter Boettke,

Onde existir governo, haverá corrupção.

How Capitalism Saved America [Como o Capitalismo Salvou os Estados Unidos], de Thomas DiLorenzo

How an Economy Grows and Why It Crashes [Como uma Economia Cresce e Por Que Ela Entra em Colapso].

Ela dá a eles a oportunidade de interagir com as pessoas, se sentir úteis, ganhar dinheiro e ser uma parte importante da vida das pessoas.

Seu novo livro, que deveria ser lido por todo estudante universitário que suspeite secretamente que a economia não é tão maçante quanto dizem, é Living Economics [Economia Viva],

Uma lição política para viagem: se você realmente quer fazer algo estonteante, fique longe da política e encontre uma forma de fazer algo maravilhoso na iniciativa privada. Este é o caminho da libertação humana; este é o caminho do verdadeiro progresso para a humanidade.

Estamos em meio ao mais prolongado e drástico período de redução da pobreza que o mundo já conheceu. Nos últimos dez anos, cerca de setenta milhões de pessoas foram tiradas da miséria. Menos da metade das pessoas consideradas miseráveis há vinte e cinco anos ainda o são hoje.

Este é um triunfo da liberdade humana, e com a liberdade vem a prosperidade e o cultivo da vida civilizada. Filósofos de todas as eras sonhavam com um mundo sem poder, déspotas e valentões, um mundo criado pelo povo e para o povo. O mercado na era digital está nos dando isso.

O ministro das Finanças da França, Jean-Baptiste Colbert (1619-1683), perguntou a um comerciante chamado M. Le Gendre o que o Estado poderia fazer para promover a indústria. De acordo com a lenda, a resposta teria sido: “Laissez-nous faire” ou “deixe estar”. Este incidente foi relatado em 1751 no jornal Oeconomique

O Facebook se baseia no princípio da associação livre. Você entra ou se recusa a entrar na rede social. Você pode ter um ou milhares de amigos. Cabe a você. Você compartilha as informações que deseja e mantém algumas outras coisas para si mesmo. Você usa a plataforma em proveito próprio ao mesmo tempo em que se recusa a usá-la por outro motivo qualquer.

O novo livro de Wendy McElroy pela Laissez Faire Books é chamado The Art of Being Free [A Arte de Ser Livre]. Ela levanta uma questão profunda para os libertários sérios. Se o Estado desaparecesse, o que lhe restaria para dar sentido à sua vida? Encontre essa coisa e você terá encontrado sua Estrela Polar, a inspiração e motivação para um futuro livre e vibrante.

Volição. Mercados consistem de escolhas humanas em todos os níveis da sociedade. Essas escolhas se estendem a todos os setores e indivíduos. Você pode escolher seu trabalho. Ninguém pode forçá-lo. Ao mesmo tempo, você não pode se impor a nenhum empregador. Ninguém pode forçá-lo a comprar qualquer coisa e, da mesma forma, você tampouco pode forçar alguém a lhe vender algo.

foi executada pouco depois que o Megaupload anunciou o produtor musical Swizz Beatz — casado com Alicia Keys — como CEO. Eles chamaram vários músicos, entre eles Will.i.am, P. Diddy, Kanye West e Jamie Foxx, para dar apoio ao serviço de armazenamento em nuvem. O Megaupload estava criando um sistema legítimo para artistas ganharem dinheiro e os fãs terem acesso ao conteúdo.

Para estas pessoas, a realidade de que todos obviamente se beneficiam do comércio não significa nada, já que todos estão aparentemente cegos por uma realidade mais profunda que você só pode discernir depois de ler as obras completas de Kalr Marx ou de Vladimir Lenin (1870-1924). Não temos tempo, então cabe à elite iluminada ler, interpretar e implementar isso em nosso nome.

O que lhes falta é a inteligência fundamental para entender que o regime atual não concorda. Não há uma concordância real por parte dos governados. Não há um contrato social genuíno. O governo não é realmente do, para e pelo povo. Perceber isso é o começo da verdadeira sabedoria política. Neste ponto fundamental, parece que libertários e fiscais tributários concordam plenamente.

Esse sistema tem nome. Ele se chama mercado livre. Isso fica ainda mais óbvio na era digital, mas a proliferação de bens gratuitos sempre foi uma das principais características do capitalismo. O que ocorre é que nem sempre as pessoas falaram sobre isso, embora o excelente Lessons for the Young Economist [Lições Para o Jovem Economista], de Robert Murphy, o tenha feito de maneira excelente.

Qual é o pior custo do Fed? Ele tornou o governo federal, por maior que ele se torne, imune ao fracasso. Este é o maior perigo moral. Ele inchou o Leviatã estatal para além de qualquer coisa que jamais deva exisitir no mundo. Não foram os impostos o que fizeram isso. Foi o Fed. Assim, ele se transformou no maior inimigo da liberdade. E, quando a liberdade desaparece, também desaparecem os direitos humanos.

Não importa como você as escreva, não importa o quanto você seja inteligente, sempre chegará a hora em que os resultados pretendidos por todas as regulamentações serão revertidos. Elas deterão o progresso, em vez de promovê-lo. Elas piorarão os produtos, ao invés de melhorá-los. Elas bloquearão a melhora tecnológica, ao invés de inspirá-la. Isto é um destino inevitável, por mais inteligentes que os regulamentadores sejam.

Propriedade. Em um mundo de abundância infinita, não haveria necessidade de propriedade. Mas, enquanto vivermos no mundo material, existirão conflitos potenciais pelos recursos escassos. Estes conflitos podem ser resolvidos por meio de disputas ou do reconhecimento dos direitos de propriedade. Se preferirmos a paz à guerra, a volição à violência, a produtividade à pobreza, todos os recursos escassos — sem exceção — precisarão de proprietários privados.

Aparentemente, no entanto, para muitas pessoas a população de rua não é um problema a ser solucionado, e sim um grupo a ser usado politicamente. A função deles é parecerem patéticos e derrotados, vivendo na imundície e posando para as câmeras quando os ativistas aparecem para usá-los como massa de manobra política. E as soluções que os ativistas propõem sempre envolvem, de alguma forma, política, e não economia. Este é o verdadeiro sentido de exploração!

Observe, também, que ele tinha apoio de políticos do alto escalão, incluindo o prefeito da época e um ex-governador. Perceba a importância disso: a classe política não está realmente administrando as coisas. Como já escrevi várias vezes, a classe política é apenas um disfarce do Estado; não é o Estado em si. O Estado é a estrutura burocrática permanente, aqueles intocados pelas eleições. Estas instituições compõem o verdadeiro aparato administrativo do governo.

Por meio do comércio e da cooperação, todos ajudam todos a alcançar suas aspirações na vida. Se seu vizinho é diferente de você, vocês fazem o melhor para se darem bem assim mesmo. Seja na igreja, no shopping, na academia ou apenas casualmente na rua, nós nos esforçamos para encontrar formas de sermos civilizados e de cooperarmos. Mas convide estas mesmas pessoas para o ringue político e elas se tornam inimigas. Por quê? A política não cooperativa como o mercado; é exploradora

A corrupção é um efeito normal do intervencionismo. Mas eis a parte que mais me perturba. De alguma maneira, a iniciativa privada sempre, e em todos os lugares, leva a culpa de perpetuar esse tipo de coisa, enquanto que a verdade óbvia é que a culpa é do governo. É como assistir a um assalto e colocar a culpa em quem foi assaltado por carregar dinheiro demais. É como dizer a qualquer um que já tenha ouvido a ordem “o dinheiro ou a vida” que ele deve sempre escolher dar a sua vida.

Claro que o método de cálculo se baseia fundamentalmente na ideia do produto interno bruto, que tenta quantificar a produção econômica. O problema é que ele não quantifica a destruição econômica, muito menos qualquer uma das dimensões invisíveis da riqueza. Se um terremoto atinge Los Angeles e a cidade é reconstruída, a reconstrução conta como produtividade e o PIB aumenta. Reflita sobre isso e você compreenderá como as atividades governamentais são registradas como produtividade.

Concorrência. Quando as pessoas pensam em capitalismo, a concorrência talvez seja a primeira ideia que vem à mente. Mas esta ideia é amplamente incompreendida. Ela não implica que devam existir diversos fornecedores de cada bem ou serviço, ou que deva existir um número fixo de produtores de determinada coisa. Significa apenas que não devem existir limites (coercitivos) legais sobre como temos permissão de servir uns aos outros. E existe, de fato, um número infinito de maneiras como isso pode ocorrer.

A pronúncia é algo como le-se-fér. A origem do termo é francesa e remonta ao final do Renascimento. Segundo a História, ele foi utilizado pela primeira vez por volta de 1680, em uma época que os estados-nações estavam em ascensão por toda a Europa. O ministro das Finanças da França, Jean-Baptiste Colbert (1619-1683), perguntou a um comerciante chamado M. Le Gendre o que o Estado poderia fazer para promover a indústria. De acordo com a lenda, a resposta teria sido: “Laissez-nous faire” ou “deixe estar”.

escassos regridem para sistemas totalitários. Cooperação. A volição e a propriedade concedem a qualquer um o direito de viver em um estado de pura autarquia. Por outro lado, somente isso não basta; você será pobre e sua vida será curta. As pessoas precisam obter uma vida melhor. Fazemos comércio para nossa melhoria mútua. Cooperamos por meio do trabalho. Desenvolvemos todas as formas de associações uns com os outros: comerciais, familiares e religiosas. A vida de cada um de nós melhora graças à nossa capacidade de cooperar, de alguma maneira, com outras pessoas.

Aprendizado. Ninguém nasce neste mundo sabendo muito sobre qualquer coisa. Aprendemos com nossos pais e professores, mas, principalmente, aprendemos dos infinitos pedaços de informação que nos chegam a todo instante ao longo de nossas vidas. Observamos os sucessos e fracassos dos outros e temos a liberdade de aceitar ou rejeitar essas lições como julgamos melhor. Em uma sociedade livre, temos a liberdade de copiar os outros, acumular e aplicar o conhecimento, ler e absorver ideias e extrair informações de qualquer fonte, adaptando-as aos nossos próprios usos. Toda

Mas deixe-me falar sobre uma pesquisa incrível que mudará como você vê estas leis. O pesquisador aqui é Thomas C. Leonard. Seu notável trabalho, “Retrospectives: Eugenics and Economics in the Progressive Era” [Retrospectivas: Eugenia e Economia da Era Progressista], foi publicado no Journal of Economic Perspectives em 1995. Leonard prova que o salário mínimo não é um caso de uma boa intenção que deu errado. Não é que as pessoas não entendessem as consequências. Muito pelo contrário. O salário mínimo foi concebido como um meio de tirar as pessoas do mercado de trabalho.

É assim que imagino que F. A. Hayek via o mundo ao escrever seu famoso artigo “The Use of Knowledge in Society” [O Uso de Conhecimento na Sociedade], publicado durante a guerra, em 1945. Na opinião dele, todo o problema econômico fora radicalmente mal compreendido. A economia não está realmente relacionada com a melhor forma de usar os recursos sociais. Em vez disso, disse ele, o problema econômico era encontrar um sistema que utilizasse da melhor maneira possível as várias formas de conhecimento do tempo e espaço que existe na mente dos indivíduos. Este conhecimento, escreveu, é basicamente inacessível aos planejadores centrais.

O que se segue a esse material inicial é um mergulho no âmago do que a economia ensina. Boettke escolhe um caminho muito envolvente; ele narra a história por meio de uma série de biografias intelectuais dos economistas que ele mais admira. Lemos sobre seu professor, Hans Sennholz (1922-2007), sobre Ludwig von Mises, F. A. Hayek e Murray N. Rothbard (o capítulo sobre Rothbard é especialmente lisonjeiro). Ele fala de James M. Buchanan (1919-2013) e Gordon Tullock (1922-2014). Talvez os capítulos mais interessantes sejam aqueles em que ele encontra uma “austrianidade” nos lugares mais inesperados — como na obra de Kenneth E. Boulding (1910-1993), por exemplo.

Alguns defensores do livre mercado acreditam que o termo “capitalismo” deve ser abandonado permanentemente, pois gera confusão. As pessoas podem acreditar que você defende o uso do Estado no apoio do capital contra a força de trabalho, utilizando políticas públicas de uma maneira que favoreça produtores proeminentes sobre os consumidores ou defendendo prioridades políticas que deem preferência aos negócios sobre a força de trabalho. Se um termo elucida uma ideia com precisão, ótimo! Se ele gera confusão, que seja mudado! O idioma está em constante evolução. Nenhum arranjo específico de letras traz consigo um significado imutável. E o que está em jogo neste debate sobre liberdade de mercado (ou capitalismo, ou laissez-faire, ou livre mercado) é um fundamento de profunda importância.

Não que não haja trabalho a ser feito. Sempre há muito trabalho a ser feito, a certo preço. E receber algum salário é melhor do que não receber salário nenhum. Pelo menos você consegue entrar no mercado. A lista de barreiras para se entrar no mercado de trabalho é longa. Entre elas estão benefícios obrigatórios que as empresas não têm como bancar: restrições quanto às contratações e demissões, medo de problemas legais, desacordos entre a educação estatal e as exigências do mercado de trabalho do mundo real. Mas vamos abordar apenas algo óbvio: o salário mínimo. Esta política é uma violação dos direitos humanos. Ele proíbe que os funcionários negociem diretamente com um empregador e que eles cheguem a acordos mútuos de trabalho. O salário mínimo diz aos trabalhadores que o poder policial do Estado proíbe que você ofereça seus serviços por menos de US$ 7,25 a hora.